Fisioterapia no Lupus Eritematoso Sistêmico







O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune com prevalência em mulheres jovens, sua apresentação clínica é polimórfica, o que, em fases iniciais, pode dificultar o diagnóstico precoce. Esse texto vai falar da importância da fisioterapia no tratamento da doença, destacando principalmente os benefícios a melhora dos sintomas causados pela doença, a diminuição das dores e a melhoria da qualidade de vida do portador da LES.

O lúpus pode afetar qualquer órgão ou parte do corpo e, por isso, os sintomas podem variar muito de uma pessoa para a outra. Ainda assim, alguns dos sintomas mais comuns incluem:

Febre acima de 37,5ºC;
Manchas vermelhas na pele, especialmente no rosto e outros locais expostos ao sol;
Dor muscular e rigidez;
Dor e inchaço das articulações;
Queda de cabelo;
Sensibilidade à luz;
Cansaço excessivo.

Estes sintomas normalmente surgem em crises, ou seja, aparecem de forma intensa durante alguns dias ou semanas e depois voltam a desaparecer, mas também existem casos em que os sintomas se mantêm sempre de forma constante.

Sem dúvida, a fisioterapia pode ser um método efetivo no tratamento de doenças reumáticas. Dentre os benefícios, é possível destacar a atenuação e/ou controle dos sintomas causados pela doença, como, a diminuição da dor, por exemplo, a melhora da força muscular e a promoção de ganhos funcionais; consequentemente, ocorre a melhora da qualidade de vida dos indivíduos acometidos com a cinesioterapia como um meio de acelerar a recuperação do paciente. Ela encoraja o paciente a usar a habilidade no desempenho de atividades funcionais normais que ele conquistou, e, assim, acelerar sua reabilitação. Os recursos fisioterapêuticos, como a cinesioterapia geral e respiratória, a hidroterapia, a TENS, a drenagem linfática, os exercícios de coordenação e do equilíbrio e reeducação da marcha, dentre outros meios, são de fundamental importância para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com LES).

O profissional da fisioterapia deve estar apto a atender as necessidades de portadores de LES, e em seu trabalho devem objetivar a melhoria na qualidade de vida do paciente, bem como a estabilização do quadro clínico e a melhora dos sintomas. Para tanto se faz necessário uma abordagem multifatorial da atuação do profissional no tratamento de LES. Devido a isto, este estudo teve por objetivo analisar as causas para origem da LES, verificando os principais sinais, sintomas e características, tendo em vista tratar-se de uma doença crônica que afeta na maioria das vezes mulheres jovens.

 A dor é uma das principais queixas encontradas em indivíduos com LES, Artrite Reumatoide ou Fibromialgia, e pode ser uma das principais causas de interferências em aspectos funcionais como a força de preensão palmar e o equilíbrio postural, causando incapacidade e impacto na qualidade de vida dos indivíduos. Dessa forma, pode-se considerar o combate à dor como uma estratégia para a restauração dos déficits de força de preensão palmar e de equilíbrio postural, visando diminuir a incapacidade e restaurar a qualidade de vida

Além dos exercícios físicos e das práticas fisioterápicas convencionais, alguns trabalhos apontam o uso de acupuntura para o alivio da dor crônica, porém não foi encontrada uma amostra numérica satisfatória para garantir a eficiência da técnica. Os poucos trabalhos sugerem que a acupuntura pode normalizar as funções orgânicas, promover analgesia e a harmonização entre as funções mentais, endócrinas e autônomas.

Para o fisioterapeuta, é muito importante ter atenção na qualidade de vida do paciente e o que ele apresenta.



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