Fisioterapia na Síndrome da Pedrada






Os músculos gastrocnêmios medial e lateral, seguidos pelo sóleo são os mais envolvidos. Eles realizam movimentos combinados de flexão do tornozelo, contribuem para o movimento de flexão do joelho e realizam a frenagem da extensão do tornozelo durante a corrida (contração excêntrica). A localização anatômica mais comum dos estiramentos musculares e a transição músculo-tendão do gastrocnêmio medial.

O músculo da panturrilha ou tríceps sural é um músculo estático, ou seja, tem a função de sustentação, manutenção de postura e posição, além de auxiliar na flexão do joelho e fazer a flexão plantar (dedos para baixo, longe da "canela"). Por estes motivos e por sua própria fisiologia, tem tendência a se encurtar (mesmo em quem não pratica esportes!). Além disso, o encurtamento deste músculo estimula a pronação do retropé e predispõe a lesões e alterações na postura. Por isso é importante mantê-lo alongado.

O diagnóstico precoce, assim como a prescrição de tratamentos específicos são de suma importância na abordagem dos estiramentos musculares, já que apresentam uma alta incidência de recidivas. Tal fato caracteriza o estiramento muscular da panturrilha, umas das lesões mais frustrantes quanto ao tratamento para médicos, fisioterapeutas, treinadores e atletas.

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O tratamento imediato

RICE (repouso, gelo, compressão e elevação) para as primeiras 48 horas. Elevação da perna evita o inchaço. Além disso, o repouso neste período também é importante.
Uma meia elástica pode ser prescrita.
Para casos mais graves, deve-se usar muletas, com carga zero no membro afetado.
Após a consulta com o médico, a prescrição de medicamentos para o controle da dor e inflamação.

Fisioterapia

O fisioterapeuta é o profissional mais capacitado para orientar e supervisionar os exercícios e atividades mais adequadas para a recuperação desta lesão. Além da melhora da lesão e sintomas, o tratamento fisioterapêutico tem como objetivo o retorno à corrida sem riscos de recidivas (nova lesão).

Inclui retorno às atividades de membro inferior conforme tolerância. Com a redução da dor, pode-se utilizar alguns alongamentos e atividades concêntricas e excêntricas. É  interessante desenvolver atividades com descarga de peso parcial ou total (conforme tolerância) reproduzindo as fases da marcha para melhorar o controle neuromuscular.

Aliás, uma boa pedida seria antes mesmo das atividades com carga utilizar algumas irradiações de PNF para "acordar a musculatura". Monitore o retorno das atividades de caminhada e de dirigir carros.

Não se esqueça dos alongamentos e atividades de propriocepção.

Cuidado para não ultrapassar o limiar de dor, pois isto pode atrasar o processo de recuperação.

Fase inicial de lesão Síndrome da Pedrada

O objetivo é minimizar a lesão tecidual com a utilização de ultra-som e gelo numa posição alongada do músculo da panturrilha, ou seja, com o tornozelo dobrado (dedos em direção à "canela").

Fase intermediária da Síndrome da Pedrada

É indicada a utilização de ultra-som e laser para estimular a síntese de colágeno e cicatrização. Um alongamento suave dos músculos da panturrilha contribuirá para o realinhamento das fibras de colágeno (Aqui o Pilates é a melhor técnica a ser empregada) e deve ser seguido pela aplicação de gelo numa posição alongada do tendão.

Fase Final da Síndrome da Pedrada

Já a fase final do tratamento visa melhorar a cicatrização da lesão e fortalecer os músculos. Deve-se aplicar o gelo no final dos exercícios com objetivo de diminuir a dor e prevenir possíveis reações inflamatórias.

A aplicação de técnicas de massagem também auxiliará na melhora das aderências e contribuirá para a reorganização das fibras do tendão, além de ajudar no deslizamento da camada que o recobre.

A prevenção é a melhor medida quando falamos nesse tipo de lesão.




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